Hoje aconteceu uma coisa muito, muito triste. Morreu a nossa calopsita que, apesar do pouco tempo conosco, já fazia parte da família e do nosso cotidiano. Ainda não contamos para o Yan. Dissemos que o Otto estava no hospital. Vamos prepará-lo antes de dar a notícia. Eles eram muito muito muito apegados.
Aconteceu que o Otto já estava há algumas semanas mais paradão, mas como a gente não conhece dessas coisas, nem deu bola, achou que era normal. E hoje ele estava simplesmente catatônico e tentamos de todas as formas animá-lo. Achávamos que era o calor. E deixamos ele transitando dentro de casa, onde estava mais fresquinho. De repente... onde está o Otto?! Não o achávamos em lugar nenhum. Mamãe já começou a ficar assustada, porque outros bichos, quando estão morrendo, também se escondem...
Enfim... Yan o encontrou e achou que ele estava dormindo ou desmaiado ou qualquer coisa mais amena. Mas ele estava agonizando, tadinho. Papai voou com ele até o veterinário, mas já não tinha mais o que fazer. O Otto estava doente já há muito tempo, mas a gente não sabia. Psitacose. A veterinária recomendou desinfetar bem a casa pois é uma zoonose que pode pegar nas pessoas. O Yan chorou a tarde inteira porque o Otto estava no hospital. Não tinha como dizer que ele tinha morrido.
Foi uma perda, realmente... O Otto ainda era um bebezinho, estava conosco desde o dia 14 de dezembro... cantava quando ouvia a voz do Yan ou do Lui, chamava quando tinha saudades, pedia colo, dava beijo, abaixava a cabeça para ganhar carinho... um pecado mesmo termos que nos separar... Mas enfim, morrer faz parte de viver. Temos que aprender a conviver com isso...

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